Luís Lemos
Luís Lemos nasceu em Belmonte, norte de Portugal, em 1954. Passou a infância em Briare, França, para onde os seus pais emigraram. No ano de 1975 instalou-se em Paris, onde frequentou vários cursos particulares de desenho e pintura, assim como a Escola do Louvre. Em 1978 encontrou-se com Jean-Robert Arnaud, famoso galerista e fundador da revista “Cimaise”, dedicada à Arte Contemporânea da qual se tornou secretário de redação, função que exerceu até 1991.
Em 1979 realizou as suas primeiras viagens: Veneza, Jugoslávia, Egipto, determinantes para a sua obra. Descobriu Lisboa em 1988 e, aproveitou para viajar de norte a sul de Portugal, país que passou a visitar com regularidade. Atualmente vive e trabalha entre Lisboa e a região norte do Loiret.
A sua primeira mostra individual aconteceu em 1982 no Palais de l’Europe, em Le Touquet. O erotismo presente nas obras gerou tal polémica e indignação do público, que a exposição acabou por ser encerrada. No entanto, este foi o momento de viragem na sua carreira, consagrando-o e dando-lhe a oportunidade de ser apoiado por influentes profissionais do mundo da arte.
A pintura de Luís Lemos adquiriu uma dimensão internacional, aproximando-se do movimento neoexpressionista que emergia em Berlim, em Itália e nos Estados Unidos. O Neoexpressionismo surgiu no final da década de 1970 como uma reação aos movimentos, conceptual e minimalista, que tinham dominado a arte contemporânea nas décadas anteriores. Na Alemanha, o movimento assumiu uma expressão particularmente marcante – “Neue Wilde”, frequentemente indicado em França por “Nouveaux Sauvages”.
“O trabalho de Luís Lemos foi frequentemente aproximado pela crítica de arte ao universo dos Nouveaux Sauvages, designadamente por autores como Pierre Restany e Patrick Gilles Persin, que destacaram a intensidade expressiva da sua pintura, a liberdade gestual e a força cromática da sua linguagem plástica.” (Alexandra Silvano)
Ao longo do seu percurso tem realizado exposições em centros culturais, museus e galerias, e participado nas grandes feiras Internacionais de arte como a FIAC e ARCO, assim como nos principais Salões em França: Grands et Jeunes d`aujourd`hui, Mac 2000, Montrouge, Prix de Vitry, Jeune Peinture, Découvertes, Art Jonction. Conta com mais de 40 anos de carreira artística.
Recebeu o Prémio “Prix des Jeunes Artistes”, Conseil Régional de l´Ile-de-France (1984) e a sua obra faz parte de museus e coleções públicas: Musée de la Castre, Cannes; Musée de Carcassonne; Musée de Châteauroux; Musée d`Art Moderne de Dunkerque; Musée de la Passion du Christ, Lille; Ville de Périgueux; Conseil Général d`Ile-de-France, Paris; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação António Prates, Lisboa.