Luís Vaz de Camões é considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos maiores poetas da tradição ocidental e, este ano, comemoram-se os 500 anos do seu nascimento.
Ao longo do tempo, muitos artistas, homenagearam Camões e a sua obra. José Faria, inspirado no Canto IX d’ Os Lusíadas, a Ilha dos Amores, publicou o livro de autor “O Fascínio da Linha”.

“Fascínio da Linha”, livro de autor, 50 exemplares
Este inclui 12 gravuras em ponta seca e água-forte, tendo o artista manuscrevido o poema com a caligrafia da época. Toda a delicadeza dos traços e mestria de José Faria são bem percetíveis nesta obra.
Camões é uma figura controversa e poucos dados da sua vida serão certos. Contudo a importância da sua obra e do seu génio, é inequívoca. Além do valor poético, podemos assumir a relevância d’ Os Lusíadas para o conhecimento da história do país por um conjunto mais vasto de leitores: o conhecimento da obra criou uma base de saber sobre o passado, de memória histórica e identidade.
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Quem não deixara nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!”

“Camões e Dinamene”, serigrafia s/ papel artesanal, 200 exemplares
José de Guimarães explora o tema das paixões de Camões, com a explosão de cor que lhe é tão própria.
Amores, desamores, acontecimentos curiosos, lendas, personagens insólitas, crítica aguçada a alguns nobres e reis, Camões demonstrou uma habilidade ímpar em tratar os dramas amorosos e existenciais e criar fortes sentimentos pelos personagens. Os Lusíadas são assim uma obra de arquitetura literária complexa e apaixonante.

"Os Lusíadas" – Edição de Luxo
ilustrado com 14 serigrafias de consagrados artistas, 250 exemplares

Álvaro Siza, Artur Bual, Cargaleiro, Eurico Gonçalves, Fernando Lanhas, João Cutileiro, João Vieira,
José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Lima de Freitas, Luís Pinto Coelho, Maluda, Mário Cesariny.