Nos últimos dias, quem ainda não conhecia Manuel João Vieira passou a reconhecê-lo como o icónico e muito particular candidato à Presidência da República que, entre promessas satíricas e declarações provocatórias, defende a inscrição do direito à felicidade na Constituição Portuguesa.
Figura incontornável da cultura portuguesa, a sua versatilidade artística é amplamente conhecida através dos projetos musicais Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, estendendo-se também, de forma consistente e singular, às artes plásticas.
Atualmente, o artista encontra-se a desenvolver uma nova gravura no Atelier CPS, dando continuidade a um percurso artístico marcado pela irreverência, pela crítica e por uma linguagem visual profundamente identitária.



Manuel João Vieira no Atelier CPS, trabalha uma matriz de zinco para uma nova gravura, disponível brevemente.
Com formação na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, fundou, ainda na faculdade, o Grupo Homeostético (1983) juntamente com Pedro Portugal, Xana e Pedro Proença, um coletivo que questionou e subverteu as tendências artísticas emergentes da época.
Manuel João Vieira, "O Visconde partido ao meio", Gravura, 56x76 cm
Três variantes de cor, 25 exemplares cada
Manuel João Vieira foi um dos cinco artistas convidados para o projeto Mulheres Saramaguianas criado no âmbito do centenário de José Saramago. Cada artista escolheu uma figura feminina da obra literária do Nobel da Literatura. Manuel João Vieira elegeu a Morte.
Manuel João Vieira, "Morte (Mulheres Saramaguianas)", Gravura, Água-forte, Água-Tinta,
50x70 cm, 100 exemplares
Autor de culto que absorve nas imagens referências históricas, literárias, sociais e das artes em geral. Cria ambientes grotescos e tensos ou simplesmente pertencentes ao domínio do fantástico.
Obras que mostram espaços amplos, com tendência cenográfica e teatral.

Manuel João Vieira, "Jardim", Serigrafia, 70x100 cm, 200 exemplares
Manuel João Vieira tem vindo a construir um percurso com o CPS, com diversas obras editadas.
O CPS tem o prazer de ‘ser palco’ para a sua obra e seus heterónimos. O(s) artista(s) que, através do absurdo, fala(m)-nos com muita lucidez.