7 Exposições a não perder este Verão
22 juillet 2026

7 Exposições a não perder este Verão

Nestes meses de descanso e férias, mergulhe também na cultura e deixe-se inspirar pelas exposições perto de si. Apresentamos sete exposições de artistas editados pelo CPS, cujas obras evidenciam a diversidade e a importância da criação artística contemporânea.

       

 

1. Exposição Coletiva – Novas Edições CPS

Centro Português de Serigrafia: Sede e Galeria no Centro Cultural de Belém

Até 1 Setembro de 2026

 

Não perca a oportunidade de nos visitar e ver ao vivo as novas obras editadas. No mesmo espaço coabitam artistas portugueses reconhecidos como Luís Lemos, António Faria e Elisa Ochoa, jovens artistas como Yuran Henrique e Killa, e consagrados artistas internacionais como Ghizlane Agzenaï.

 

 

Luís Lemos, "La femme aux loups /a mulher dos lobos)", Serigrafia

 

 

 


 

 

 

2. António Faria, “Gente parafina que cheira a morfina”

Convento dos Capuchos, Almada

11 Julho a 21 Novembro de 2026

 

Concebida especificamente para o espaço onde se encontra, a exposição encena uma “divina comédia”. Parte de referências como Goya e Luís Vaz de Camões, do verso “bicho da terra tão pequeno” e convida o público a refletir sobre o lugar do ser humano no mundo natural e sobre as relações que estabelece com o seu meio. As obras apresentam-se numa estética entre o kitsch e o grotesco, construindo António Faria um universo visual onde o humor, a ironia e a inquietação coexistem.

 

António Faria, S/ Título (Série: "This is not"), Litografia

 

 


 

 

 

3. Manuela Pimentel. "Eis-me, sou poeta, irei ao entardecer"

Galeria dos Azarões, Underdogs, Lisboa

10 Julho a 15 Agosto de 2026

 

Manuela Pimentel aborda a figura do poeta não pela escrita, mas por meio das imagens. Propõe uma forma diferente de olhar o quotidiano, uma busca pela beleza e pela possibilidade de renovação em algo que muitas vezes passa despercebido ou já se encontra decadente. Transforma algo efémero, como o cartaz publicitário, num objeto associado à permanência e à memória cultural, o azulejo. Num mundo de imagens e informação sempre ultrapassadas, a artista reinventa as mesmas, convidando-nos a ficar e a olhar para além da superfície.

 

Manuela Pimentel, "O meu lugar distante", Serigrafia

  


  

 

Fotografia Fundação Oriente. Membros fundadores da Associação de Gravura Água-Forte

 

 

4. Amélia Soares, Tereza Morgado, Madalena Fonseca, Ana Galvão, entre outros

Exposição coletiva: “Da matriz à impressão”

Museu Oriente, Lisboa

10 Abril a 9 Agosto de 2026

 

A exposição celebra os 25 anos da Associação de Gravura Água-Forte, reunindo obras de 45 gravadores nacionais e estrangeiros. A mostra articula o legado pedagógico com a prática contemporânea, apresentando um vasto panorama de técnicas de gravura — água-forte, água-tinta, ponta seca, buril, maneira negra e xilogravura — evidenciando a diversidade expressiva e o domínio técnico dos artistas. Em simultâneo, evoca a origem asiática da gravura, e o seu papel histórico como meio de comunicação, reprodução e democratização do conhecimento.

 

Amélia Soares, "Proposta infinito", Gravura

 

  


  

 

 

 

5. Maria José Oliveira, “Eu que já fui eu”

MNAC, LisboA

15 Maio até 4 Outubro de 2026

 

A exposição centra-se no “Tempo”, seja na presença como na ausência dos corpos, dos espaços que ocupam e das relações que estabelecem. Traz a reflexão sobre a continuidade e transformação ao longo do tempo e das gerações. Entre os trabalhos apresentados, destaca-se uma peça que evoca a forma de uma semente, simbolizando aquilo que já existiu e o que ainda está por emergir, num equilíbrio entre o visível e o que permanece escondido.

A diversidade e experimentação de materias, usuais no processo criativo da artista, estão presentes. Assim como a referência ao comum e quotidiano. 

 

Maria José Oliveira, "Conceito espacial", Serigrafia, Fotografia e Colagem

  

 


  

  

 

6. Manuel Baptista, exposição coletiva: “Turn Around, a look at the EDP Foundation Art Collection"

MAAT, Lisboa

11 Fevereiro de 2026 a 25 Janeiro de 2027

 

A exposição reúne uma seleção feita a partir de uma coleção com cerca de 2500 obras e que reflete a longa e vasta atividade de programação da Fundação EDP e do MAAT. Reconhecida como um repositório relevante para a compreensão das tendências e transformações artísticas que marcaram as últimas décadas no país, o seu conjunto evidencia a diversidade de linguagens, atitudes conceptuais e orientações estéticas coexistentes no nosso país.

 

Manuel Baptista, Série: "Leques", Serigrafia

 

  


  

 

 

 

7. Cláudia Sampaio e Joana Ramalho, exposição coletiva: “Cronologia de um manguito – Zé Povinho pelo Manicómio"

Museu Bordalo Pinheiro, Lisboa

30 Junho a 13 Setembro de 2026

 

Comemorando os cento e cinquenta anos da existência de “Zé Povinho”, personagem criada por Rafael Bordalo Pinheiro, os artistas convidados transformam o próprio percurso de estar “à margem” num ato de resistência e criatividade. Confrontados com a ideia “do manguito”, não apenas como gesto de desdém, mas como posição necessária: a capacidade de manter a dignidade e o humor.

 

Cláudia R. Sampaio, S/ Título, Serigrafia

 

 

 

Congratulamos ainda os artistas:

António Jorge Gonçalves pelo Prémio Nacional de Banda Desenhada, distinção pela carreira, inovadora e eclética.

 

António Jorge Gonçalves, Projeto "Impressões", Litografia

 

Joanna Latka pela seleção para a “Longlist dos World Illustration Awards 2026” com o livro de artista: “Caixa negra".

 

Joanna Latka, "Marina", Gravura