
O CPS - Centro Português de Serigrafia é uma instituição de referência no panorama cultural português, fundada em 1985 por António Prates. Tem como missão facilitar o acesso a obras de arte de grande valor, editando, promovendo e divulgando a Obra Gráfica Original de artistas contemporâneos, portugueses e estrangeiros.
Pautado por critérios de qualidade, rigor e autenticidade, o CPS realiza edições limitadas de Serigrafia, Gravura, Litografia, Fotografia e Arte digital em ateliers próprios, dirigidas em especial aos seus Sócios que têm vantagens exclusivas e acesso privilegiado a um vasto leque de obras de arte, segundo um modelo de Sócio único e inédito.
Dos grandes mestres portugueses do século XX, aos jovens artistas emergentes, passando no plano internacional, por movimentos emblemáticos como o Surrealismo, a Pop Art e a Figuração Narrativa, o CPS segue um modelo editorial eclético e formativo e dispõe de uma coleção ímpar de mais de 3.600 obras de cerca de 750 artistas de todo o mundo, sendo hoje reconhecido internacionalmente como um dos mais conceituados editores de obras de arte.
As participações sucessivas do CPS no certame “Estampa” em Madrid, desde 1993 - que teve o seu auge na edição de 2005 onde foi distinguido como a melhor galeria presente no evento - foi determinante para a sua projeção internacional. Este percurso possibilitou o estabelecimento de novos diálogos culturais, a edição de mais de 200 artistas estrangeiros de 32 nacionalidades e a divulgação de nomes incontornáveis como Picasso, Dalí, Miró, Tàpies, Joseph Beuys, Le Corbusier e Mimmo Rotella.
Desde 2021, o CPS participa regularmente no FIG Bilbao - Festival Internacional de Gravura, em colaboração com a Embaixada de Portugal em Espanha, onde tem apresentado exposições de autores de referência como Álvaro Siza, Pedro Calapez e Marçal, entre outros, reforçando simultaneamente o seu acervo com artistas espanhóis premiados.
Entre os artistas editados pelo CPS, destacam-se ainda nomes como Vhils, José de Guimarães, Álvaro Siza, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Cruzeiro Seixas, Júlio Pomar, Cristina Ataíde, Graça Pereira Coutinho, Leonel Moura, bem como ORLAN, Miguel Chevalier, Najia Mehadji e Alan Maser, muitos dos quais foram objeto de exposições individuais na Galeria CPS, no Centro Cultural de Belém.
Importa ainda salientar que um exemplar de cada edição do CPS integra a Coleção da Biblioteca Nacional de Portugal desde 2015, constituindo uma notável coleção pública de obra gráfica contemporânea, reconhecida como património cultural.
Hoje, enquanto selo de qualidade e autenticidade, o CPS orgulha-se de ter contribuído para o enriquecimento das coleções de mais de 15.000 sócios. As obras que escolhem transformam cada espaço num verdadeiro museu pessoal, refletindo de forma singular a cultura do nosso tempo.
Foto de André Silva - Impressão de uma gravura de Susana Gaudêncio no Atelier CPS