A Revolução dos Cravos foi um gesto coletivo de recusa: recusa do medo, da censura, da resignação. Caiu um regime e ergueu-se a possibilidade de opção: palavras, caminhos, modos de ser.
É na escolha, íntima e silenciosa, que a individualidade floresce e a dignidade é respeitada.
1. Livre para ser

Nuria Blanco, S/ Título, Litografia

ORLAN, "Rosa PARKS - Série Femmage", Estampa digital
2. Livre para viver

Paulo Damião, "Amor endémico", Estampa digital

Fabesko, "Love", Serigrafia
3. Livre para sentir

Nuno Teixeira, "Estranha forma de vida", Serigrafia

Ana Ventura, Série: "Os pensamentos não fazem barulho", Serigrafia
4. Livre para dizer

Alexandra Mesquita, "Voz reflectida", Serigrafia s/ suporte espelhado

Alfredo Luz, "Falemos todos em chamas, afinal", Serigrafia
5. Livre para refletir

Leonel Moura, "Melancia", Serigrafia

João Francisco Vilhena, "A melancolia das palavras", Serigrafia
6. Livre para dançar

António Carmo, António Casalinho, "Tributo ao bailado", Serigrafia

Ivan Messac, "Pas trop de macaroni dans le pathé marconi", Serigrafia
7. Livre para sonhar

Marçal, "Viagem do Céu e da Alma", Gravura intervencionada

Eduardo Souto de Moura, "Desenho para Cabrita Reis", Serigrafia
O 25 de Abril lembra-nos que a liberdade não é um dado adquirido, mas um trabalho contínuo. E talvez seja essa a sua lição mais profunda: a de que, mesmo nas noites mais longas, há sempre uma madrugada à espera de acontecer — desde que alguém tenha a coragem de a começar.