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Silva Palmeira

O Amor do Visível

Data: 24/06/2006 - 29/07/2006

Local: CPS Sede

Silva Palmeira, prestes a completar 50 anos de vida artística, nasceu em Santarém em 1934, pintor, ceramista e escultor, expõe desde 1957 e está representado em diversas colecções nacionais e estrangeiras. Sobre o seu percurso pronunciou-se em texto de catálogo, o pintor: "Viajando por espaços (...), com paisagens profundas, onde a mulher é tema principal, cujo azul é o toque para uma linguagem eminentemente planetária, onde a poesia e a filosofia são musicalidades tonais (...)" A mulher, o seu universo plástico e simbólico, têm portanto na sua pintura e no actual conjunto de serigrafias um lugar central, numa figuração de formas bem definidas que o desenho realça bem como as cores lisas e docemente contrastantes que igualmente apresentam as suas paisagens, numa simbiose de poéticas a que foi sensível o escritor Urbano Tavares Rodrigues: "Dunas que são também corpos de mulher e mulheres-estátuas e estátuas na paisagem. Em paisagens de sonho ou solidão, ora insistentemente irreais ora de uma esplendorosa desolação à maneira de certos óleos de Hogan. (...) Trajectória surrealista já através das suas imagens facetadas, já na pesquisa das colagens com aplicações de materiais diversos... com sinais como os dados de jogar, a queda dos cubos sobre um fundo ocre, o rosto loiro de mulher que se vai integrando num pedregal geométrico, cortado lisamente como socos de estátuas. Ora achamos o espaço verde quadriculado de uma Castela mítica, ora a terra pardacenta, rochosa, de uma derivação cubista com volumes fantásticos." O artista afirma na sua obra a importância de um olhar nómada e apaixonado pelo visível, numa linguagem sensual e rigorosa, que Lisboa frequentemente inspira. Imagens do quotidiano transfiguradas pelo jogo de luz e de sombras, pela perspectiva insólita, pelo colorido sóbrio e harmonioso. Formas bem definidas que o desenho realça, numa representação depurada e geometrizante, uma particular, poética e labiríntica visão do espaço citadino. Cores lisas e docemente contrastantes, com lugar para o emblemático azul, fluxo do olhar e dos sonhos que atravessam o tempo e nele brilham um instante. Fascinante jogo de lúdica reconstrução dos aspectos depurados pelo diálogo das formas arquitecturais, pelo jogo das linhas, das cores e dos espaços.

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